Embriagaste-me de amor,
nem percebi quanto bebia.
Só ao provar o teu calor
ao beber, aquele ardor,
compreendi o que sentia.
Após tanto tempo ausente,
de sentimentos abstinente,
foi com a tua embriaguez
que tive a minha lucidez.
Agora ando alterado,
até perdi a timidez.
Três shots de carinho,
uns copos de mimado.
Ainda tenho este vinho
que o meu coração fez,
só para ti amor...
... Este, é adoçado!
Este poema foi um dos seleccionados, juntamente com o "Saber a Mar", para fazer parte do evento "Poemália", que se irá realizar dia 12 de Junho, já no próximo domingo pelas 14 horas, na Bertrand do Forum Barreiro.
"Pois, ao olharmos o cão tinhoso vemos também o cão que somos: o cão do medo, o cão da guerra, o cão colonizado, o cão colonizador, o cão coragem, o cão da decadência, o cão de fantasia, o cão da ingenuidade, o cão criança adulta, o cão fatalidade."
quarta-feira, 8 de junho de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
despe-me...
sim, quando penetras profundamente com o teu olhar
nas minhas palavras, no meu olhar,
despes-me
e agarras-me naqueles instantes em que te afastas
(foges)
acelera-me...
sempre, quando atravessas rapidamente com a tua boca
nos meus medos, no meu olhar,
aceleras-me
e queimas-me naqueles lugares por onde deslizas
(foges)
quinta-feira, 10 de março de 2011
Viagem ao Núcleo
Por entre conversas banais, típicas á mesa de um café,
tento afastar-me e viajar até ao núcleo.
Implodir palavras até tocar os pensamentos.
Admito que é uma jornada solitária,
mas não confundas com solidão.
Continuam a solicitar minha atenção.
São como um problema no motor de arranque.
Se me ignorarem, talvez consiga funcionar.
E quando abalar …
Nessa altura ninguém me segura.
Passo a Ser ausente, vêem-me por fora
mas não estou presente.
Contudo, vou ter de aguardar...
Outra vez o motor com problemas no arranque.
É então que decido voltar á mesa do café.
- Desculpa, não ouvi. Podes repetir?
quarta-feira, 9 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
FICO ALI
Perco-me por aí…Parece que nada permanece, de pé aqui.Deixo-me ir e acabo inebriado.Absorvido por palavras, olhares, pensamentos.Esboço um sorriso que se apaga,ao vacilar nesta peleja interior.Sento-me mas não quero ficar.Saio quando queria entrar...O meu mundo é calado.Tudo o que guardo cá [dentro]É clandestino para ti...Fico ali só, como encantado,
a sonhar que te tenho um dia.
Perco-me por aí…
Parece que nada permanece, de pé aqui.
Deixo-me ir e acabo inebriado.
Absorvido por palavras, olhares, pensamentos.
Esboço um sorriso que se apaga,
ao vacilar nesta peleja interior.
Sento-me mas não quero ficar.
Saio quando queria entrar...
O meu mundo é calado.
Tudo o que guardo cá [dentro]
É clandestino para ti...
Fico ali só, como encantado,
a sonhar que te tenho um dia.
a sonhar que te tenho um dia.
quinta-feira, 3 de março de 2011
Saber a Mar
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Boca e Mente
Alimento incoerências...
Engulo o que sinto,
digo o que não penso.
São diferentes frequências.
Tanto minto, omito, como engano...
Violo a vontade
e rasgo palavras,
mutilo o pensamento.
Chego a casa em sangue,
mas falta-me o sono.
Contudo não largo o chicote,
quero sofrer mais um pouco.
Ainda não me dói o lombo
como acho que devia.
Queria?
Então prolongo o meu festim...
Auto-flagelação, porque não?
Finalmente a doer, começo a gostar.
Obviamente que persisto.
Serei masoquista?
Sádico, dupla personalidade.
Ou talvez...
Sejam só requintes de malvadez.
A mente, por vezes, entra por caminhos que de fora não
consigo ver, alheado que estou a observar o mundano...
Imagem - "O Grito" de Munch.
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